QUER SUCESSO AO EMPREENDER? ESTEJA DISPOSTO A TRABALHAR!


Meu nome é trabalho! Trabalho intenso, esforçado, dedicado, quase sem limites de quantidade ou em comprometimento: é exatamente isso que o negócio próprio pedirá ao seu fundador, pelo menos nos primeiros tempos. Trabalhar duro para agradar o cliente parece mesmo algo bastante óbvio, mas... trabalhar também (e muito bem!) pelo seu negócio em si é uma providência que muitos empreendedores deixam de tomar de maneira verdadeiramente dedicada e profissional. E depois ficam sem entender porque trabalham tanto, porque dão um duro danado, mas... o negócio não vai bem!

Visão estreita. Quando um ex-colaborador de uma empresa se lança como empreendedor em um negócio próprio, corre um sério risco: trabalhar demais para o seu cliente, porém dedicar-se de menos ao seu próprio negócio. Na empresa em que ele trabalhava como funcionário, havia toda uma estrutura para cuidar das atividades que a empresa deve necessariamente desenvolver para ser um negócio de sucesso. Qualquer profissional, enquanto trabalha como funcionário de empresa, costuma tender a subestimar outras atividades que não são especificamente as suas ou as de seus subordinados.

Visão distante. O engenheiro civil responsável por uma obra conhece muito bem seu trabalho, tem excelente visibilidade do desempenho dos mestres de obras e pedreiros que comanda, mas... pode acabar subestimando o departamento comercial da empresa, o marketing, o financeiro, o RH! Não que ele ignore por completo a existência dessas atividades: apenas tem a tendência de enxergá-las de longe, como simplesmente acessórias, atividades de segunda importância que gravitam em torno de sua própria atividade; essa que seria (aí sim!) a central, a mais agregadora para o cliente, a mais importante.

Errado! Essa visão túnel pode até atrapalhar seu desempenho na empresa que o emprega, porque talvez dificulte seu entrosamento com a equipe gestora e sua colaboração mais efetiva com a empresa (isso acabará até dificultando sua ascensão para a alta cúpula administrativa). Mas esse erro talvez não o impeça de continuar sendo um funcionário bem avaliado, destacado naquilo que faz, sobretudo se for oriundo de uma área mais técnica. No entanto, transpor esse mesmo raciocínio para seu negócio próprio pode ser fatal. Uma empresa é uma corrente: só será forte se todos os seus elos forem fortes!

*Prof. Marcos Silvestre | EKNOWMIX® Educacional - Coordenador do PROFE® Coopercredi ACSC

Programa de Reorganização e Orientação Financeira e Empreendedora

Economista com MBA em Finanças (USP), atua como orientador de famílias e educador em empresas (Metodologia PROFE®). Comentarista econômico do Grupo Bandeirantes de Rádio e TV, é autor de "Os 10 Mandamentos da Prosperidade” e dirige o site www.educarparaprosperar.com.br.

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