PERFIS DE EMPREENDEDORES: O GENTE FINA E O GENEROSO


O gente fina. Há pessoas que não sabem dizer não, que não sabem dar ordens, que não sabem ser "duras" com as outras. Ok, nós costumamos gostar muito de gente assim (os bonzinhos de plantão), mas esse perfil não costuma funcionar muito bem no trabalho em geral, menos ainda para tocar seu próprio negócio. Trabalho é uma atividade que tem a ver com entregar resultados em datas definidas (apertadas!) com recursos limitados (escassos!). Isso costuma requerer que a equipe envolvida seja adequadamente comandada. Para tal, você, dono(a), terá de passar instruções, dar ordens, apresentar negativas ou repreensões quando necessário, e nem preciso dizer que com educação e respeito, sempre.

Que seja leve... Quem acha que vai conseguir ser mais gente fina na condição de empresário(a) se engana. Inclusive aqueles que não terão funcionários em um primeiro momento. Mesmo trabalhando como único profissional de sua própria empresa, haverá os eventuais fornecedores, os parceiros, os clientes e os fornecedores complementares de seus clientes, com os quais você terá de trabalhar em cooperação. Este pessoal todo deve ter responsabilidades bem parametrizadas, devem entregar resultado, devem cumprir metas que levarão à satisfação (encantamento?) dos clientes do negócio!

Liderança. Qualquer negócio próprio, mesmo os de pequeníssimo porte, sempre têm um monte de gente envolvida, gente que precisa ser instruída, motivada, mentoreada... e também cobrada ou mesmo reenquadrada, se for o caso, ainda que você esteja decidido a pegar o mais leve possível nesse processo (e sensibilidade humana ajuda demais)! Não desista: você, empresário(a) de pulso firme, poderá até ser levianamente taxado(a), nesses momentos mais duros, como “difícil de lidar”, “polêmico(a)” ou “sem jogo de cintura”. Apenas faça o que é certo, dispense o resto, e durma tranquilo(a) com sua postura.

O generoso. Há profissionais que não se conformam com “o pouco” que a empresa oferece. Imaginam que, na condição de empresários, pagariam salários mais altos, tratariam seus colaboradores com maior tolerância e lhes dariam benefícios maiores. Também proporiam melhores condições aos fornecedores, venderiam mais barato para os clientes e ofereceriam mais, muito mais, a todos! Acorde, Cinderela: coração bom é condição necessária, mas não suficiente, para se dar bem no mundo dos negócios ;-) !

Prof. Marcos Silvestre | EKNOWMIX® Educacional

Coordenador do PROFE® Coopercredi ACSC

Programa de Reorganização e Orientação Financeira e Empreendedora

Economista com MBA em Finanças (USP), atua como orientador de famílias e educador em empresas (Metodologia PROFE®). Comentarista econômico do Grupo Bandeirantes de Rádio e TV, é autor de "Os 10 Mandamentos da Prosperidade” e dirige o site www.educarparaprosperar.com.br.


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